terça-feira, 22 de julho de 2014
imagem do site: http://noticias.band.uol.com.br
Desde de que decidi encarar esse mundo do jornalismo, tenho em mente ser correspondente de guerras. Não que veja algum glamour por esse mundo, já que é inexistente; mas pelo simples fato de que por meio das guerras e dos conflitos, não só é possível compreender fatos referentes a história da humanidade, como também adentrar intimamente no universo de cada cultura, e dessa forma aprender com suas especificidades e entender um pouco mais o funcionamento da mente humana.
Pertenço a uma família muito católica e sou filha de um pai extremamente comprometido com sua fé, deste modo, como era de se esperar, quando criança, era fascinada pela história das grandes religiões do mundo. Meu passa-tempo favorito por muito tempo, consistiu em folear livros referentes a esse assunto; e foi a partir dessa distração que aprendi um pouco mais sobre os conflitos infindáveis no Oriente Médio.
Os conflitos entre os judeus e os muçulmanos trata-se de um processo intrínseco aos ideais religiosos das duas doutrinas, mas foi agravado a partir da criação do estado de Israel, após a Segunda Guerra Mundial, quando a hostilidade entre os povos tomou ares patrióticos, em uma batalha entre israelenses e árabes. A região desde então se tornou um barril de pólvoras.
No último dia oito (julho) soldados israelenses deram inicio a "Operação Limite Protetor", uma nova operação militar contra a Faixa de Gaza; a terceira ofensiva desde que o Hamas começou a controlar o território. Pois bem, o assunto desde então tornou-se centro da atenção mundial, gerando especulações e comoções sem fim sobre o caso.
Enquanto alguns se solidarizam com a história de lutas e injustiças cometidas contra o povo judeu, a grande maioria se comove com os palestinos, impulsionados pelo repúdio da proximidade do estado israelense com os Estados Unidos, ou ainda pela aparente desigualdade de armamentos utilizados.
A Faixa de Gaza, é território de 360 quilômetros quadrados em que vivem 1,8 milhão de palestinos e que é controlado pelo grupo islâmico Hamas, considerado terrorista pelos Estados Unidos e a União Europeia, e deste modo, a justificativa de Israel se sustenta sob o combate ao terrorismo; preocupação mundial e um câncer crescente no planeta.
A tensão entre o Hamas e Israel se intensificou após o sequestro e o assassinato de três israelenses e um palestino, cujos corpos foram encontrados na semana anterior ao início da ofensiva, que é tida como uma resposta israelense aos ataques com foguetes realizados pelo Hamas contra seu território, mesma justificativa utilizada nas operações anteriores; Chumbo Fundido e Pilar Defensivo, em 2008 e 2012, respectivamente. Desta vez, cerca de 16 mísseis atingiram solo israelense, após conseguir atravessar o escudo antimíssil Domo de Ferro. A operação que contou até o momento com duas tréguas humanitárias de algumas horas e na última semana, foi complementado com ataques terrestres, já vitimou cerca de 600 palestinos e 29 israelenses.
Enquanto a crítica mundial se pauta na morte de civis por parte de Israel, foguetes são disparados pelo Hamas em direção a casas israelenses. Definitivamente uma coisa não justifica outra e ambas tratam-se de crueldades humanitárias, porém é preciso dar a cada peso, uma medida.
A região da Palestina, tal qual todo Oriente Médio, está sob influência de vários grupos jihadistas, dentre eles o Hamas e o Fatah, que além de figurarem dentre as mais perigosas organizações terroristas do mundo, são rivais que vivem sob tensões tanto políticas, quanto ideológicas. Já Israel que é tido como o representante dos interesse norte-americanos na região e desafeto unânime de seus vizinhos, está dividido entre judeus moderados e ortodoxos.Estes últimos possuem atitudes extremistas em torno de suas concepções, que beiram a barbaridade, como por exemplo incendiar mesquitas e, que chegaram ao cúmulo na semana anterior a operação israelense, quando um grupo de judeus ateou fogo a um palestino.
Assim como a população palestina não pode ser acusada de conivência com os atos terroristas, do mesmo modo, os israelenses não podem ser generalizados como ortodoxos irredutíveis e, deste modo, a população civil não deveria sofrer as consequências entre este embate ideológico, mas ainda hoje embora com todas as regulamentações impostas pelos órgãos de direitos humanos, guerras e conflitos são ambientes inóspitos e injustos.
A região da Palestina está ficando em condições precárias, já que o fornecimento de energia e comida que são controlados por Israel estão sofrendo racionamentos punitivos ainda mais severos, além disso, a população local está proibida de cruzar as fronteiras, ou seja, os palestinos estão encurralados em seu território sem proteção alguma.
Além do número alarmante de óbitos provocado por este conflito, o número de desabrigados chegam a 100 mil e a Unicef estima que cerca de 100 crianças já morreram em Gaza. Enquanto isso, o Hamas se recusa assinar o tratado de paz proposto pelo Egito (nação mediadora do conflito) e Israel continua as ofensivas.
A Faixa de Gaza, é território de 360 quilômetros quadrados em que vivem 1,8 milhão de palestinos e que é controlado pelo grupo islâmico Hamas, considerado terrorista pelos Estados Unidos e a União Europeia, e deste modo, a justificativa de Israel se sustenta sob o combate ao terrorismo; preocupação mundial e um câncer crescente no planeta.
A tensão entre o Hamas e Israel se intensificou após o sequestro e o assassinato de três israelenses e um palestino, cujos corpos foram encontrados na semana anterior ao início da ofensiva, que é tida como uma resposta israelense aos ataques com foguetes realizados pelo Hamas contra seu território, mesma justificativa utilizada nas operações anteriores; Chumbo Fundido e Pilar Defensivo, em 2008 e 2012, respectivamente. Desta vez, cerca de 16 mísseis atingiram solo israelense, após conseguir atravessar o escudo antimíssil Domo de Ferro. A operação que contou até o momento com duas tréguas humanitárias de algumas horas e na última semana, foi complementado com ataques terrestres, já vitimou cerca de 600 palestinos e 29 israelenses.
Enquanto a crítica mundial se pauta na morte de civis por parte de Israel, foguetes são disparados pelo Hamas em direção a casas israelenses. Definitivamente uma coisa não justifica outra e ambas tratam-se de crueldades humanitárias, porém é preciso dar a cada peso, uma medida.
A região da Palestina, tal qual todo Oriente Médio, está sob influência de vários grupos jihadistas, dentre eles o Hamas e o Fatah, que além de figurarem dentre as mais perigosas organizações terroristas do mundo, são rivais que vivem sob tensões tanto políticas, quanto ideológicas. Já Israel que é tido como o representante dos interesse norte-americanos na região e desafeto unânime de seus vizinhos, está dividido entre judeus moderados e ortodoxos.Estes últimos possuem atitudes extremistas em torno de suas concepções, que beiram a barbaridade, como por exemplo incendiar mesquitas e, que chegaram ao cúmulo na semana anterior a operação israelense, quando um grupo de judeus ateou fogo a um palestino.
Assim como a população palestina não pode ser acusada de conivência com os atos terroristas, do mesmo modo, os israelenses não podem ser generalizados como ortodoxos irredutíveis e, deste modo, a população civil não deveria sofrer as consequências entre este embate ideológico, mas ainda hoje embora com todas as regulamentações impostas pelos órgãos de direitos humanos, guerras e conflitos são ambientes inóspitos e injustos.
A região da Palestina está ficando em condições precárias, já que o fornecimento de energia e comida que são controlados por Israel estão sofrendo racionamentos punitivos ainda mais severos, além disso, a população local está proibida de cruzar as fronteiras, ou seja, os palestinos estão encurralados em seu território sem proteção alguma.
Além do número alarmante de óbitos provocado por este conflito, o número de desabrigados chegam a 100 mil e a Unicef estima que cerca de 100 crianças já morreram em Gaza. Enquanto isso, o Hamas se recusa assinar o tratado de paz proposto pelo Egito (nação mediadora do conflito) e Israel continua as ofensivas.
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