quinta-feira, 31 de julho de 2014
imagem retirada do portal UOL
O alarmante saldo de 729 óbitos e o alastramento de contaminação do vírus Ebola parece ter sido o estopim para a atenção mundial se voltar para o continente africano. Sem cura ou vacina preventiva o vírus que vitimiza seis em dez infectados, pode ser adquirido diretamente, por contato direto com sangue contaminado, fluidos corporais ou órgãos, ou indiretamente, por meio do contato com ambientes contaminados.
Identificado pela primeira vez no ano de 1976, nas margens do rio Ebola, na República Democrática do Congo, o vírus foi batizado com o mesmo nome do rio.
Nesta quinta feira (31) o presidente de Serra Leoa Ernest Bai Koroma, declarou estado de emergência pública no país, devido ao pior surto de ebola já registrado. Surto que atinge também os vizinhos Guiné, Libéria e Costa do Marfim.
Considerado como o mais fatal e perigoso vírus da atualidade, a Organização Mundial declarou por meio de um comunicado que o surto de contaminação do ebola nos últimos meses, "trata-se da maior epidemia em termos de pessoas afetadas, de mortos e de extensão geográfica". Em um comunicado anterior, a organização médica internacional Médicos Sem Fronteiras, alarmou que o surto está fora de controle em algumas regiões da África.
A preocupação mundial se deve a facilidade de disseminação do vírus, que mesmo com cuidados paliativos continua infectar pessoas. Em Serra Leoa por exemplo, Sheik Umar Khan médico que liderava o combate do vírus e único especialista em febre hemorrágica no país, morreu após uma semana de ter sido diagnosticado com a doença.
As condições culturais no continente propiciam ainda mais a contaminação do vírus, como o costume de lavar o corpo dos cadáveres, gerando contato com os infectados, o grande fluxo de pessoas nas fronteiras também constitui em um fator contribuinte para a epidemia. Além disso, existem relatos dos profissionais do MSF sobre indivíduos que se negam obter atendimento porque acreditam que a epidemia está sendo trazida pelos médicos.
A OMS anunciou a criação de um centro regional de apoio técnico em Guiné e está realizando reuniões para discutir a situação dos países atingidos pela epidemia. Atualmente, o MSF é a única organização internacional humanitária atendendo vítimas do Ebola na África Ocidental. A organização anunciou nesta quinta que lançará, junto com os governos da região, um plano de resposta ao ebola com US$ 100 milhões em recursos.
Ainda não existe restrições quanto a viagens para o continente africano, mas os números de infectados continua crescendo e atingiu nesta quinta 1,3 mil casos.
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